André Pereira
estou?
Odeio atender chamadas
só me aconteço escrevendo
Escrevo para que a vida não morra
essa galdéria que me chupa
Raramente estou vivo
o medo
não é a morte
1994
foi para sempre
a beleza
Silêncio
crença, a puta da doença
A morte é o gatilho
caminho da fé
Não, caminho da facilidade
o medo
Não é o medo de cair
do que sou
Talvez por ser demasiadas coisas
antónio e maria
Teatro Meridional
não digo
contra
a minha mãe
Faz anos a minha mãe
o amor não é arte
Ser criativo é lindo
além da vida
o que há?
arguido
Não me peçam conselhos
carnaval
Culpa da alegria
não é
Não é o amor
avenida q
Teatro da Trindade
noite
O problema da noite
a noite
Sou da noite
natal
José e Maria
adormecer
Sempre tive medo
prolongamento
Nem nada
a dona conceição
Foi embora a dona Conceição
o luto
Na morte, como no amor
se a religião
vida
henrique
foi hoje
longe coração
Quando os amores estão longe
pretos e brancos
A preto e branco
tão lindo
Banalizar a morte
não dizer
A solução
sem filtro
Teatro Villaret