o amor que não sei escrever
Não sei escrever
Não sei escrever
na morte é que não
Fui ao dentista
Sou uma pessoa de manhãs
Conheço quem já tenha desistido
não te sentires normal
não é António
está bem, que venha
Filosofar é aprender a morrer
496.655
se o teu candidato for Ventura
não oiças
de Osamu Dazai
quem sou
Foi-me um ano de mortes
somos quatro
é o pai que eu gostaria de ser
Não é por ser famosa
Vou ao ginásio
Não sei quanto a vocês
Não sei se o que faço é arte
Tenho uma queda para a saudade
A ansiedade pesa-me nos olhos
Vivemos na ilusão da posse
Sem ela, eu não seria eu
Não é o sermos proibidos
Já não somos os mesmos
Mais vazio, menos vida
Entendes, mundo?
Eu tenho uma almofada.
Vi a minha vida
Um caminho sujo
(ou o equívoco do vírus)
Preciso de ajuda
A poesia tem forma
Quando veio, ficou
Para uma conchinha
Lá no fundo
Não nos ensinaram
Desde criança
Amanhã
Vontade
O lugar dos sonhos
um escorrega
Somos
Às vezes
É Verão, e o meu cão Outono
Três dias depois
Senti-me mais perto
A solidão devia ser ensinada na escola